{"id":3582,"date":"2019-08-06T15:00:20","date_gmt":"2019-08-06T18:00:20","guid":{"rendered":"https:\/\/engrenarjr.com.br\/blog\/?p=3582"},"modified":"2019-08-06T11:30:31","modified_gmt":"2019-08-06T14:30:31","slug":"a-importancia-da-representatividade-feminina-na-engenharia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/engrenarjr.com.br\/blog\/a-importancia-da-representatividade-feminina-na-engenharia\/","title":{"rendered":"A import\u00e2ncia da representatividade feminina na engenharia"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:left\">A igualdade entre indiv\u00edduos \u00e9 fundamental em qualquer ramo da sociedade. Seja ele pol\u00edtico, econ\u00f4mico ou social. No Brasil, mulheres representam 51,7% do pa\u00eds, estudam mais que os homens, tem recebido aumento salarial significante nos \u00faltimos anos, mas ainda assim n\u00e3o ocupam a maior porcentagem de cargos de destaque seja na ind\u00fastria ou pol\u00edtica e recebem menos (FONTE: IBGE 2018).<\/p>\n\n\n\n<p>\tPor consequ\u00eancia de aspectos culturais em nossa sociedade, os dados acima refletem diretamente no ingresso, perman\u00eancia e conclus\u00e3o de mulheres em cursos de engenharia. Temos essencialmente uma sociedade marcada pelo machismo, que vem sendo desconstru\u00eddo ao longo dos anos, mas ainda assim influencia na escolha de curso de ensino superior de qualquer um dos sexos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\tApesar de todas as marcas do passado que se refletem no presente e futuro \u00e9 importante entender o papel da igualdade dentro da sociedade e ainda mais no ramo da engenharia para que seja poss\u00edvel construirmos um futuro cada vez mais igualit\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\tPesquisas realizadas pela McKinsey, renomada empresa de consultoria estrat\u00e9gica, apontam a import\u00e2ncia entre equipes com igualdade de g\u00eanero. Em 2015, um estudo foi realizado em times onde havia uma distribui\u00e7\u00e3o equilibrada entre homens e mulheres e times onde a predomin\u00e2ncia era masculina. Foi observado que em times com maior diversidade, os resultados ligados \u00e0 performance financeira foram 15% maior do que os resultados em times com pouca diversidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\tNo mesmo estudo, foi poss\u00edvel notar que de tr\u00eas pa\u00edses em an\u00e1lise (Estados Unidos, Brasil e Inglaterra) as mulheres representam mais de 50% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o total, mas ainda assim n\u00e3o chegam nem a 20% de representatividade em cargos de lideran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\tEm 2017, pesquisas da Unesco tamb\u00e9m revelaram que mulheres correspondem a menos de um ter\u00e7o de pessoas empregadas em pesquisa e desenvolvimento cient\u00edficos no mundo. Al\u00e9m disso, estudos realizados pela organiza\u00e7\u00e3o indicaram que dentre os ingressantes de carreiras relacionadas \u00e0 engenharia, matem\u00e1tica, f\u00edsica e qu\u00edmica, os homens s\u00e3o os que t\u00eam maior probabilidade de perman\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\tAs porcentagens tratadas acima s\u00e3o explicadas indiretamente pelo baixo n\u00famero de mulheres em cursos de exatas. Com poucas mulheres ingressantes em cursos superiores como engenharia, a chance de que elas cheguem at\u00e9 cargos de destaque e sejam pesquisadoras cient\u00edficas renomadas \u00e9 muito menor em rela\u00e7\u00e3o a seus colegas de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>\tFelizmente, no Brasil, existe uma mudan\u00e7a significativa em rela\u00e7\u00e3o ao ingresso de mulheres comparado \u00e0s d\u00e9cadas do s\u00e9culo passado, onde sua participa\u00e7\u00e3o era quase nula em cursos ocupados, majoritariamente, por homens.<\/p>\n\n\n\n<p>\tDe acordo com a primeira mulher a assumir diretoria da Escola Polit\u00e9cnica de S\u00e3o Paulo, Liedi L\u00e9gi Barini Bernucci, foi poss\u00edvel identificar o aumento das mulheres nas salas de aulas nos \u00faltimos tempos:&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<p>\t\u201c<em>Essa \u00e9 uma tend\u00eancia natural de resposta do g\u00eanero feminino em busca da igualdade nas profiss\u00f5es. A cultura do pa\u00eds est\u00e1 evoluindo e passando a aceitar as mulheres em \u00e1reas consideradas mais masculinas. Como elas est\u00e3o mais participativas nas atividades econ\u00f4micas, isso come\u00e7a a despontar para a gera\u00e7\u00e3o mais jovem e, consequentemente, aparecem mais meninas ingressando em cursos de ci\u00eancias, tecnologia e engenharia<\/em><em>.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\t<\/em>Ainda que o cen\u00e1rio tenha come\u00e7ado a mudar, Liedi ressalta que o movimento se d\u00e1 por uma evolu\u00e7\u00e3o cultural e n\u00e3o por pol\u00edticas p\u00fablicas que poderiam aumentar ainda mais a participa\u00e7\u00e3o feminina neste campo.<\/p>\n\n\n\n<p>\tEm 2017, foi realizado o Censo da Educa\u00e7\u00e3o Superior pelo Quero Bolsa e dados apontam que o sexo feminino \u00e9 maioria em porcentagem de ingresso em pelo menos 3 cursos da \u00e1rea: Engenharia de Alimentos, 62,9%, Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia, 59,4%, Engenharia T\u00eaxtil, 53,6%. Por outro lado, em cursos tradicionais como Engenharia Civil, Engenharia Mec\u00e2nica e Engenharia El\u00e9trica as porcentagens n\u00e3o s\u00e3o muito animadoras sendo 27,7%, 9,8% e 11,7%, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>\tA Escola Polit\u00e9cnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Poli-UFRJ), buscando aumentar o ingresso, perman\u00eancia e conclus\u00e3o de mulheres em cursos de engenharia, lan\u00e7ou em maio de 2019 a campanha <em>#EsseLugarTamb\u00e9m\u00c9Meu<\/em>. A campanha visa o aumento de mulheres nos cursos de engenharia por meio de a\u00e7\u00f5es de divulga\u00e7\u00e3o fora da Universidade visando atrair mulheres de fora da comunidade acad\u00eamica e lutar para tornar o ambiente interno da Universidade um lugar seguro para as mulheres presentes.<br><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:center\"><strong>Figura 1: Criadoras do movimento #EsseLugarTamb\u00e9m\u00c9Meu<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img src=\"https:\/\/lh4.googleusercontent.com\/ge4ZshBho8BkAI2Y1yYsYGdhxIeNDuQjTpXW3SSTiEIeEJx4pPNCMLLe7jo2QS9SBYCddbmfkPug6nYEgcho2WpMbvuhmmZdQ_Sd3CqdakwaUpXNkxLsiZuHdcK_e0Vgo_dGwQs\" alt=\"\"\/><figcaption> Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>\tAl\u00e9m do movimento nas universidades, temos um movimento bem mais acess\u00edvel \u00e0 popula\u00e7\u00e3o por meio de canais de Youtube onde mulheres literalmente colocam a m\u00e3o na massa e mostram para meninas de diversas idades que \u00e9 poss\u00edvel sim tirar as ideias do papel com conceitos b\u00e1sicos de engenharia, como os canais <em>Physics Girl<\/em>, <em>Gross Science<\/em> e <em>Simone Giert. <\/em>Os canais focam em desmistificar \u201cmist\u00e9rios\u201d da ci\u00eancia encorajando jovens meninas a perseguirem o sonho de se tornarem grandes refer\u00eancias dentro do mundo cient\u00edfico.<br><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:center\"><strong>Figura 2: Simone Giert em um de seus v\u00eddeos no YouTube<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img src=\"https:\/\/lh5.googleusercontent.com\/ffPO1ptpLcTMsmHYihc9nF9B3vVNiVCY_1kqVBaxDWK4fDXmcX1CoppuJ18VrcPn2idSpN6OSlNVj4qM_SmrQyNiL0xxICtNiYW61N0EpsOuJo8bqJECWCkjccP36wO0oSzqoug\" alt=\"Resultado de imagem para simone giertz\"\/><figcaption> Fonte: Youtube <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Existem tamb\u00e9m linhas de brinquedo dedicados exclusivamente a estimular o interesse de crian\u00e7as por engenhocas que se desvinculam dos brinquedos comuns destinados ao p\u00fablico feminino como bonecas, maquiagens e itens de cozinha. A empresa americana <em>Goldie Blox <\/em>(que tem a seguinte frase de destaque em seu site: <em>\u201cCuriosidade mata o esteri\u00f3tipo: vamos criar um ex\u00e9rcito de garotas que p\u00f5em a m\u00e3o na massa\u201d<\/em>),<em> <\/em>foca em empoderamento feminino atrav\u00e9s dos brinquedos l\u00fadicos de sua marca e aproveita das campanhas de marketing para encorajar jovens meninas a se aventurarem no mundo da engenharia&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:center\"><strong>Figura 3: Brinquedos da<\/strong><em><strong> Goldie Blox<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img src=\"https:\/\/lh4.googleusercontent.com\/BoS4180uce2ye2J4WKyokAkKLNcxyrsjI_DSzkTXEElOLwEdKaTkfONJpxciLixXQjs6oM9dLv7xow21P5xVRNjsz77HhBZuoKXnbZ0VTb-vleOvbEa4Fp2aynCDgUmRCF59rQM\" alt=\"\"\/><figcaption> Fonte: Goldie Blox <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p style=\"text-align:center\">Link para v\u00eddeo da marca: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ArNAB9GFDog).\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ArNAB9GFDog)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Cl\u00e1udia Morgado, diretora da Poli-UFRJ, quanto maior a participa\u00e7\u00e3o da mulher nos ambientes de tomada de decis\u00e3o econ\u00f4mica, maior \u00e9 o reflexo na economia do pa\u00eds. Ainda, segundo estudo da C\u00e1tedra Unesco Mulher, da Ci\u00eancia e Tecnologia na Am\u00e9rica Latina de 2018, \u00e9 apontado que 9 em cada 10 meninas de 6 a 8 anos afirmam que engenharia \u00e9 \u201ccurso de meninos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\tA constru\u00e7\u00e3o social cria no pensamento das pessoas o preconceito entre \u201ccoisas de menino\u201d e \u201ccoisas de menina\u201d e muitos absorvem esse pensamento de modo equivocado. Al\u00e9m do preconceito, h\u00e1 um grande problema com o machismo presente na sociedade. Este tipo de pensamento gera in\u00fameras consequ\u00eancias negativas, como ass\u00e9dio sexual e moral, que n\u00e3o garantindo um ambiente seguro para as mulheres que desejam frequentar ambientes culturalmente comuns a homens.<\/p>\n\n\n\n<p>\tA grande luta das mulheres est\u00e1 justamente ligada a vencer todos os preconceitos, tolerar e suportar situa\u00e7\u00f5es indesejadas e nada confort\u00e1veis para ainda enfrentar um curso de elevada dificuldade sendo testada e colocada \u00e0 prova em todo momento. Apesar de todo o lado ruim que existe na trajet\u00f3ria, existem hist\u00f3rias inspiradoras que encorajam futuras engenheiras a persistirem no sonho de estar no curso de seus sonhos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Filha de engenheiro e diretor da EESC, Evelyna Bloem Souto, a primeira mulher a cursar engenharia na Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos (EESC) em 1957, conta em uma entrevista \u00e0 USP, que desde pequena admirava a profiss\u00e3o do pai. Como aluna do curso de Engenharia Civil, participou de mais de 60 congressos por v\u00e1rios pa\u00edses com bolsas de estudo para desenvolver suas pesquisas em universidades no exterior, como Harvard. Continuou sua gradua\u00e7\u00e3o na EESC e se tornou PhD em Geotecnia na universidade de origem at\u00e9 sua aposentadoria. A pioneira relata os desafios que enfrentou por ser mulher na profiss\u00e3o:<br><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cA primeira bolsa que consegui foi em Paris. Eu e mais 10 alunos homens fomos visitar um t\u00fanel que estava sendo feito para ligar a Fran\u00e7a \u00e0 It\u00e1lia. Eu fiz quest\u00e3o de estar l\u00e1 porque sabia que posteriormente ter\u00edamos de construir t\u00faneis no Brasil, mas n\u00e3o queriam que eu entrasse. Fizeram com o que eu me vestisse de homem, colocasse galochas, prendesse o cabelo e desenhasse barba e bigode no meu rosto. S\u00f3 assim pude verificar as obras. Essa foi a maior prova de preconceito que sofri na \u00e9poca\u201d.<\/em><br><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:center\"><strong>Figura 4: Evelyna, primeira aluna do curso de Engenharia Civil da EESC<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/1US8fbS6sX-4Rjs9Uea7OtHPhZhWtaJfzd4qfLWfLGL206z0H7BEcNESU6mRRQ70g0NUNhOulLgaVpMB5iLc3axyaBlgQW3FOGxGfZy79e9TiJiDdtHdHLD14sez4VSG03a_-BI\" alt=\"https:\/\/www6.usp.br\/wp-content\/uploads\/portal20130307_1.1.jpg\"\/><figcaption> Fonte: USP<br> <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Durante a cria\u00e7\u00e3o do Departamento de Geologia e Mec\u00e2nica dos Solos, onde teve papel fundamental e futuramente viria a ser chefe do departamento, tamb\u00e9m sofreu discrimina\u00e7\u00e3o:<br><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cO presidente me fez assumir o papel de bibliotec\u00e1ria para que ningu\u00e9m soubesse que eu era engenheira. Mas fui conquistando o meu espa\u00e7o, e n\u00e3o demorou muito para eu virar chefe de tudo\u201d, <\/em>relata.<br><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:center\"><strong>Figura 5: Inaugura\u00e7\u00e3o departamento de Gotecnia EESC<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img src=\"https:\/\/lh6.googleusercontent.com\/g4TCHEecwcUv3KDyhRum86krXmqJKsKjBtwvwdL19GiyIMdyAkz77BUjt6AGHwfI4XTpqKsDI7nB0o6pTSXujNXfUzbKo9Ct8IdbK0vHHrMl5BMqqazrxmjTkJXTODjx2TUs6ts\" alt=\"https:\/\/www6.usp.br\/wp-content\/uploads\/portal20130307_1.2.jpg\"\/><figcaption> Fonte: USP<br> <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>\tDiante de todos os dados apresentados e relatos intensos \u00e9 poss\u00edvel concluir a import\u00e2ncia de abra\u00e7ar uma luta t\u00e3o nobre e justa. Al\u00e9m de melhorias evidentes na economia e em toda a sociedade ainda \u00e9 poss\u00edvel entender que abra\u00e7ar a causa faz sentido para evoluirmos cada vez mais para um ambiente mais homog\u00eaneo, igualit\u00e1rio e justo para todos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\tHist\u00f3rias como a de Evelyna devem nos impressionar em um primeiro momento e nos dar for\u00e7a para construir um mundo onde hist\u00f3rias como estas n\u00e3o sejam mais manchete de sites de not\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>\tMovimentos como os criados na UFRJ e pela marca de brinquedos <em>Goldie Blox<\/em> devem ser estimulados agora para que, em breve, a\u00e7\u00f5es como essa n\u00e3o precisem mais ser tomadas. Encorajar meninas a quebrarem o tabu e se aventurarem no ramo de engenharia \u00e9 um passo para uma sociedade melhor e mais igualit\u00e1ria.<br><\/p>\n<div class=\"brz-root__container\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A igualdade entre indiv\u00edduos \u00e9 fundamental em qualquer ramo da sociedade. Seja ele pol\u00edtico, econ\u00f4mico ou social. 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